Economia do Borogodó: Como a Transcriativa fomenta a Transformação Criativa das pessoas

Que o povo brasileiro é criativo por natureza, a gente sempre soube. Mas como fazer com que essa criatividade vire renda e gere oportunidade na vida dos brasileiros? A Transcriativa não para de buscar respostas pra essas perguntas e só vê um caminho para criarmos um futuro mais próspero e abundante: a transformação criativa das pessoas.

Se tem algo que acreditamos veementemente aqui no B.done é que o recurso mais importante para pessoas e empresas diferenciarem-se é ilimitado e acessível a todos: a criatividade.

E felizmente, ao longo da nossa jornada, encontramos pessoas que compartilham conosco crenças como essa, como é o caso da Transcriativa.

A história da B.done e da Transcriativa se cruzam muito antes dos dois empreendimentos existirem (mas isso é história para outro post!), e nossas conexões vão muito além de negócios, mas também de, amizade, admiração mútua, ideias e visão de mundo onde acreditamos que é possível mudar o status quo para construir um futuro mais próspero e abundante.

E para aprofundar mais nessa história, nossa conversa de hoje é com a Nati Montibeller, uma mulher que é a materialização do que é força, energia e coragem.

Mãe da Emília e da Tainha, a Nati é uma engenheira ambiental que se tornou vendedora, resolveu começar o próprio negócio para vender criatividade, a C45, e que decidiu ir rodar o Brasil num motor-home para conhecer de perto gente de verdade, que usa a criatividade para gerar valor e renda, projeto esse que rendeu 54 episódios para a primeira (e emocionante) instasérie do Brasil.

E vou parar por aqui porque poderia passar mais horas contanto coisas incríveis de alguém que vive uma vida criativa.

Vocês estão prontos para essa conversa?

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Expedição Transcriativa mLabs 2019

B.done: A Transcriativa resgata o borogodó para o nosso dia-a-dia e trabalha o conceito do Borogodó como moeda do Futuro. Conta pra gente o borogodó  tem a ver com a transformação criativa, porque ele é a moeda do futuro?

Nati: A Transcriativa acredita muito na criatividade como ferramenta estratégica para gerar valor, renda e diferenciar negócios. Mas numa visão honesta, inteligente e lucrativa da criatividade, não algo subjetivo e desvalorizado como o mercado ainda insiste em julgar. É um olhar estratégico a partir das pessoas e do poder insubstituível do que o humano entrega ao mundo.

Essa, na realidade, essa não é uma visão exclusiva da Transcriativa, e sim uma visão natural de entender que pessoas passam por transformação criativa assim como empresas passam por transformação digital.

Pensa: no passado, os negócios eram muito mais sobre fazer, no presente são sobre pensar e no futuro vejo que eles serão sobre sentir, sobre criar, algo que robôs não são capazes de fazer, o menos com um olhar humano. Então a criatividade é sim a moeda de diferenciação desse futuro (ou já seria do presente?).

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E se tem algo que é muito rico, é entender que estamos num dos lugares com maior autoridade do mundo pra falar sobre isso, porque se tem algo que é inquestionável, é a criatividade do brasileiro.

Foi isso que nos instigou ao ponto da gente rodar o Brasil pra entender como essa criatividade, esse jeitinho brasileiro, esse borogodó, está empregado nos negócios e na vida dos empreendedores em diversos estados do país e voltamos com essa certeza: O borogodó pode ser a moeda do futuro, um ativo poderosíssimo de diferenciação perante ao mundo, se nos apropriarmos de maneira estratégica sobre isso.

 

B:done: E como uma pessoa pode se transformar criativamente e desenvolver o borogodó dela e passar por essa transformação criativa?

Nati: Vejo que essa jornada tem início principalmente quando você  começa se apropriando de si, da sua individualidade como diferencial. A criatividade mora aí, né? Por isso, a Transcriativa tem essa missão, de ajudar as pessoas na trajetória do protagonismo da vida.

Não existe uma receita pronta pra isso, os caminhos para a transformação criativa são diversos e até mesmo individuais.

Mas a gente tem ajudado as pessoas a darem o primeiro passo dessa descoberta através de uma ferramenta, o borogodômetro. Ele mostra a criatividade baseada em 4 fundamentos (Batimento, Risco, Ginga e Descoberta) e direciona quais são as vertentes a serem desenvolvidas 🙂

B.done: Sobre a venda de serviços criativos e a economia criativa, quais são os principais desafios que ainda vemos nas organizações?

Nati: Eu já estive dos dois lados: de quem compra e de quem vende a criatividade, e eu posso dizer com toda tranquilidade que o mercado “não está pronto pra essa conversa” ainda.

Por mais que se fale muito sobre criatividade e a transformação criativa, por mais que seja um assunto extremamente discutido atualmente, poucas empresas ainda se apropriam dela de fato. O controle das organizações e a execução by the book é tão intrínseco à cultura, que as pessoas não tendem a explorar novas formas de criar e gerir.

Ainda existe uma pressão pelas métricas, o que cega a vida criativa. Não estou dizendo que métricas não são importantes, elas são e devem ser a ponta da flecha. O que eu questiono é a maneira como essa busca é conduzida: diante da pressão, do processo engessado e pré estabelecido.

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Pouco se dá liberdade para que as pessoas possam realmente criar novos caminhos a partir do zero e chegar em lugares muito além do que já se espera. O medo de perder tempo, recursos, errar e se expor ainda nos paralisa enquanto pessoas e enquanto organizações.

E isso se reflete na cultura, no ambiente, na liderança hierárquica e, por consequência, na relação com o externo de venda e compra de produtos e serviços. Ainda temos muito que aprender.

 

B.done: Pensando em todas as transformações que o mundo tá passando, estamos em meio a uma revolução tecnológica, num mundo extremamente conectado, durante uma pandemia ainda sem data para acabar e caminhando numa velocidade da qual nunca experimentamos antes. Qual o papel transformação criativa nesse contexto?

Nati: O isolamento social tem sido uma imposição às pessoas acessarem suas características e ferramentas individuais, já que fomos impossibilitados de cocriar naturalmente, de compartilhar presencialmente, de acessar o mundo físico. E a criatividade, mesmo que de maneira inconsciente, tem sido base para que as pessoas possam se adaptar a esse novo contexto.

Inicialmente esse processo está sendo extremamente complexo e solitário, mas acredito que seja um convite à individualização para que depois cocriações muito mais ricas possam acontecer, partindo de pessoas inteiras e conscientes do que desejam.

E aí vemos dois movimentos: as pessoas estão se apropriando de si, então, cabe às empresas serem parceiras e facilitadoras dessa jornada, para que permaneçam sendo ambientes onde essas pessoas decidam estar.

A Transformação Digital é extremamente necessária e inevitável, é base para os negócios se manterem existentes no futuro. Mas ela terá de dar a mão para a transformação das pessoas para que seja sustentável. Essa é a Transformação Criativa que a gente propõe.

 

B.done: O que você acha que vai acontecer com pessoas e empresas que simplesmente ignorarem a transformação criativa como ferramenta para acompanhar todas essas mudanças?

Nati: A criatividade será a peça chave de qualquer profissional. Desde 2015 o Fórum Econômico Mundial já nos dizia que criatividade seria a principal skill para o mercado em 2020. E a pandemia antecipou fortemente o aprofundamento dessa transformação criativa e a necessidade de nos reiventarmos.

Num mundo onde tudo que é repetitivo será fatalmente automatizado, o valor estará no intangível, no que é humano e insubstituível pela tecnologia.

O currículo do futuro provavelmente contará mais sobre experiências práticas, visão de mundo, vivências e habilidades sociais, do que graduações. Graduação já é algo em baixa. Portanto a vida criativa ou a transcriativa não é uma opção. Nem para as pessoas, nem para as empresas. É uma necessidade.

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Quanto mais preparado for o profissional, mais consciência ele terá sobre si, e menos ele vai estar disposto a estar num ambiente que não estimule sua liberdade de criar, de opinar e de se expressar. Ou seja, as empresas vão ter que se adaptar às pessoas, e não mais o contrário como estávamos acostumados a ver; caso contrário o capital intelectual não estará disponível.

B.done: E qual é o borogodó da Nati?

Nati: Minha coragem e meu entusiasmo pelas iniciativas que acredito. Por mais que a prática me faz pertencer muito mais a essas duas características, acredito que, de certa forma, já nasci sabendo sobre isso. E isso é borogodó pra mim, aquele ambiente de conforto criativo que internamente não nos exige esforço em explorar.

B.done: Qual o papel da Transcriativa enquanto comunidade para fomentar um ecossistema (ou podemos dizer um Brasil?) mais criativo?

Num mundo de produção em série, nós somos uma comunidade que oferece transformação criativa para marcas e profissionais inquietos, que desejam mudar o estado das coisas.

Diferente de mais um canal de criatividade, esse movimento possui ferramentas, caminhos e pessoas comprometidos em te ajudar a encontrar teu próprio diferencial, porque acreditamos que borogodó é a moeda do futuro. E, em um futuro onde tudo será digital, poderemos ter a valorização do capital intelectual brasileiro como moeda de diferenciação no mundo.

 

Eu não sei vocês. Mas eu saí dessa conversa energizada para aprimorar ainda mais meu borogodó e trazer a transformação criativa para a minha vida pessoal! Que energia!

Aliás, a Expedição Transcriativa está arrumando as malas para a sua segunda edição, dessa vez, num plano muito mais audacioso: um ano na estrada, do Oiapoque ao Chuí, fuçando cada cantinho desse Brasil para encontrar gente que faz da criatividade seu principal instrumento para geração de valor.

E a B.done é apoiadora desse projeto, onde estamos intermediando as quotas de patrocínio com marcas que queiram conhecer e se apropriar da criatividade brasileira e apostar na transformação criativa para reinventarem genuinamente suas ações de marketing, relacionamento e negócio. Marcas que, assim como nós, acreditam que a criatividade é o recurso ilimitado e fundamental para fazer negócios, e que o borogodó do brasileiro é um ativo único.

Ficou interessado e quer saber como a sua marca pode apoiar? Fala com a gente!

Não é uma marca, mas gostaria de começar sua Transformação Criativa pessoal? Olha só o que a Trascriativa preparou para você: Masters of Borogodó.

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Escrito por:

Débora Brauhardt
Débora Brauhardt
Especialista em Gestão da Criatividade e Inovação e mais de 12 anos de carreira em estratégias de negócios, marketing, customer success, gestão e internacionalização em empresas como Parque Tecnológico Itaipu, Resultados Digitais e Octadesk.