Empreender na Prática – Episódio 1: Tirando uma ideia do papel

Esse não é mais um post blog de receita de negócios — até porque todos nós sabemos que elas não existem. Assim como cada pessoa é única, com sua história, personalidade e experiências, as empresas também são. Empreender é mais que tudo, prática.

Estamos aqui pra contar um pouco da nossa trajetória, ainda tão curta, mas já com tantos aprendizados e desafios, mas também resultados. Nossa intenção é compartilhar como está sendo essa aventura que é empreender na prática. Talvez ao final dessa leitura você chegue à conclusão que poderíamos ter feito mais, ou fique impressionado com o que construímos em pouco mais de um mês de operação. Não importa. O que queremos é registrar o nascimento da nossa empresa e compartilhar — quase que em real time — alguns dos caminhos que estamos percorrendo para colher nossas primeiras conquistas em meio a essa velocidade em que o mundo tem girado. Quem sabe você não tira alguns insights com a gente ou ainda contribui conosco?

A ideia

Falamos na Carta aberta aos negócios do futuro, há duas semanas, um pouquinho das motivações da B.done e como nascemos. Depois de abrir a agenda para mentorar algumas empresas impactadas pela pandemia, algumas oportunidades de negócio foram surgindo e a Cáh Morandi conectou duas pessoas à essas propostas: Débora Brauhardt e Juliana Verna. Nesse momento a Cáh já tinha a ideia de empreender, os projetos serviram de acelerador para fazer a ideia virar. Entendemos que havia um mercado latente se vendo obrigado a repensar seus negócios em meio à crise. Assim nasceu a B.done, empresa especializada em desenhar estratégias focadas na jornada de receita das empresas. Através da metodologia de trabalho que estamos construindo, nos propomos a revisar o processo de geração de demanda e aquisição de clientes buscando novas oportunidades de alavancagem dos negócios.

O time

Cáh, responsável pelo pontapé inicial e founder da B.done é dessas pessoas que não sossega até atingir a meta. “Até o topo e sem alívio” é o seu bordão, e certamente isso traduz muito da sua personalidade e do espírito que começamos esse empreendimento. E se pudéssemos defini-la em uma dessas frases clichês dos empreendedores seria “sonhar pequeno ou sonhar grande dá o mesmo trabalho”. É a alma dos negócios da empresa, respira vendas, intensa nos networkings e ainda assim transpira equilíbrio: “temos metas, mas também queremos dar passos sólidos, sem afobação.”

Débora, ou Brau, para os mais íntimos, depois de muito tempo trabalhando com negócios, um dia decidiu dar uma pausa na carreira e foi fazer um intercâmbio do outro lado do mundo e nunca mais voltou. Hoje está baseada na Austrália e é responsável por olhar o marketing — nosso e dos nossos clientes. É dessas pessoas que gosta de aprender de tudo um pouco e entende que a criatividade vem da conexão de pessoas, conteúdos e experiências. “O acaso favorece a mente preparada” é a representação da parcela que traz para a empresa.

Veja também:  Economia do Borogodó: Como a Transcriativa fomenta a Transformação Criativa das pessoas

Já a Ju, vem com uma experiência gigante no outbound e muito conhecimento em marketing digital, e desde o primeiro dia colocou muito a mão na massa e comprou a ideia da empresa. Toda a carreira da Ju, com viés de vendas em empresas de tecnologia e por fim, serviços, a tornaram — e sem dúvidas — numa das melhores profissionais de desenvolvimento de negócios do mercado. Técnica e talento estão reunidos nesse ser humano que sempre está com um sorriso no rosto, mesmo quando está resolvendo um pepino daqueles que qualquer um de nós já teria surtado. Sempre disponível para ajudar e segurar as pontas sem frescura, porque ela sabe que mais do que discurso, é resultado no fim do dia. Não à toa sua frase é “hard work always pays off!”.

Os desafios

Ter começado um negócio em meio a uma pandemia global por si só já seria desafio suficiente. Mas esse não foi o único — e certamente o futuro nos reserva muito mais (ainda bem!).

Como boa parte dos negócios que começam, não temos investimentos iniciais, e por isso entendemos que uma das nossas prioridades é colocar nosso marketing de pé, lançar o nosso site, definir o planejamento dos nossos conteúdos, ao mesmo tempo que temos que direcionar os esforços para prospecção de clientes, acompanhar as propostas, conduzir os projetos que já estão rodando e entregar os primeiros resultados aos clientes. Até aqui nada novo para um negócio que está começando, mas que exige uma boa dose de disciplina e energia para levar em frente: há muito trabalho pra fazer, zero caixa de sobra, algum dinheiro entrando e algumas noites em claro tentando entender onde que a conta começa a fechar.

Além disso, a distância física nesse caso tem grande peso. As horas reunidas discutindo o propósito do negócio, nossas metas, nossos serviços, e o método de trabalho que em tempos “normais” aconteceriam embaladas a litros de café (ou algumas garrafas de vinho) estão sendo diluídas em tasks e responsabilidades divididas, com muita confiança de que a entrega sairá, e sairá bem. Para ajudar enfrentamos um fuso horário entre Brasil e Austrália de +13h, e por conta disso nossas agendas são uma grande concessão entre quem pode acordar mais cedo e quem pode ir dormir mais tarde — e às vezes a decisão é para todas num mesmo dia. Estamos aprendendo desde o dia zero a trabalhar de maneira remota, autônoma e auto-didata.

As parcerias

Se verdadeiras conexões entre as pessoas são os melhores negócios feitos por nós, não poderíamos começar de outro jeito. Desde o início decidimos encontrar os parceiros fundamentais para nos dar braços em áreas que decidimos não abrir mão, pois apostamos que sejam as molas propulsoras do nosso crescimento: comunicação e marketing.

Veja também:  Episódio 5: Explorando os negócios da indústria criativa 

Podemos dizer que, se somos ricas em alguma coisa, certamente seria pelo nosso curado networking, que já nos ajudou no passado e segue fazendo a diferença agora. Conversamos com outros amigos empreendedores, contamos nosso projeto e eles toparam na hora trabalhar com a gente. Começamos negociando parte do nosso trabalho em permuta de serviços e o resultado do que construímos em um mês com essas parcerias: nosso site pronto para ir para o ar, release prontinho para PR disparar para os canais de mídia e exponenciar nossa audiência e uma agência de marketing digital cuidando do nosso conteúdo e estruturando nossos canais sociais.

As estratégias que adotamos até aqui

Embora tenhamos várias ideias pipocando na cabeça e outras desenhadas no papel, é preciso começar de algum lugar e tomar cuidado para não ser devagar demais, a ponto de não ter resultados a serem colhidos no curto prazo e também segurar a emoção pra não colocar em prática tudo de uma vez a ponto de ficarmos perdidas na demanda e não conseguir dar conta de atender os nossos clientes. Aliás, seria um “bom” problema a ser resolvido, pois, significa crescimento, mas que, ao mesmo tempo, pode pôr em cheque nossa qualidade de entrega, algo que não gostaríamos nem de longe de enfrentar.

Mas recapitulando, os primeiros passos:

  • Horas de consultoria gratuitas: Foram ao todo aproximadamente 48 horas de consultoria realizadas para 22 empresas. Divulgar nas redes sociais, com as agenda aberta com os horários disponíveis foi o primeiro passo. Ao longo, dessas conversas algumas amadureceram em propostas de negócios e converteu nossa primeira venda. A ideia aqui desde o princípio foi ajudar de maneira genuína, e estar disponíveis para ouvir e ajudar cada uma das empresas com os seus desafios e incertezas durante a pandemia. Sem a expectativa de que tudo tem que converter em vendas, é recompensador para nós ajudar sempre que é possível, mesmo que conectado com outra pessoa ou negócio que pode ajudar em determinados contextos (afinal, para fazer o bem não precisa de uma boa hora, não é mesmo?)
  • Produção de Conteúdo: pode parecer clichê e repetitivo dizer que conteúdo faz a diferença, principalmente pelo nosso background profissional. Mas vimos que isso funciona na prática por experiências passadas e estamos vendo acontecer novamente aqui. Enquanto proposta de valor do nosso negócio, queremos abrir discussões para pautas importantes para nós, nossos parceiros e nossos clientes. A carta aberta, nossos posts pessoais como as impressões sobre a mudança de comportamento com a COVID-19, e o artigo sobre o poder de um negócio vulnerável, além do planejamento de conteúdo para nosso blog são ações que fazem parte do nosso posicionamento e é algo do qual não abrimos mão. A Carta Aberta aos Negócios do Futuro foi um artigo que escrevemos às 6 mãos, e que marca nossa comunicação oficial do lançamento da B.done no mercado e que foi o material escolhido para ser postado por todas nós a fim de “fazer barulho” nas nossas redes sociais.
  • LinkedIn e Networking: Ambos (que na verdade são quase um só) foram desde o começo nossos principais canais de relacionamento. Embora também tenhamos replicado nossos conteúdos em outras redes como Instagram e Facebook, é no LinkedIn onde estamos canalizando nossos esforços. Dos nossos posts em conjunto, conseguimos algumas reuniões que desencadearam em parcerias, indicações dos nossos serviços e/ou propostas.
Veja também:  Transformação digital: 4 sinais de que a sua marca ainda não está preparada

Os resultados

Estamos falando de movimentos pensados e estruturados, mas ainda muito tímidos. Como falamos anteriormente, estamos tentando balancear o ir com calma com a ansiedade de colocar tudo pra rodar. Mesmo assim neste breve um mês que começamos a dar os primeiros passos de formiga (e com vontade) estamos entusiasmadas com os resultados alcançados até aqui. Como resultado de todas as ações que compartilhamos nesse artigo, compartilhamos como desempenhou o nosso funil de vendas:

  • 16 reuniões de briefing
  • 15 viraram propostas
  • 15 propostas encaminhadas
  • 6 fechamentos.

O que representa uma taxa de conversão de vendas de 37,50%.

Somado a isso recebemos convite para 1 podcast, 1 guest post, 2 webinars, 2 lives, 1 produção de artigo conjunto.

Os próximos passos

Temos que falar dos próximos passos, afinal estamos só no começo e temos muita coisa para produzir, não só para gerar negócios e engajar nossa comunidade, mas também para construir nosso branding. Afinal, a B.done não é só uma empresa para desenhar estratégias, é também nosso sonho, nossas carreiras e nosso legado — e por isso, o trabalho será contínuo. Aí vem:

Você deve estar se perguntando: “Que loucura! Vocês abrem a estratégia da B.done pra qualquer um copiar?”. Bom, primeiro é que acreditamos que o sucesso das ideias não está na ideia em si, e sim na execução. E o que pensamos sobre isso é: se o que fizemos para nós servir de inspiração para outras empresas, QUE GOL! Que retorno melhor esperaríamos do que criarmos um modelo de negócio que se provou para nós, que se replica e funciona?

O propósito da B.done existir é para apoiar outras empresas, e apostamos que a melhor forma de fazer isso é compartilhando e ao mesmo tempo validando, além de re-aprender com novos modelos de negócios. Temos bagagem, criatividade e desejo para nos reinventar ao longo da jornada e inspirar outras empresas a fazerem o mesmo.

Este artigo te ajudou? Quer saber mais sobre alguma ação que poderia ajudar o seu negócio a gerar mais oportunidades? A gente tá disponível para conversar aqui.

Compartilhar artigo

Share on linkedin
Share on whatsapp
Share on facebook
Share on twitter
Share on tumblr
Share on telegram

Escrito por:

Débora Brauhardt
Débora Brauhardt
Especialista em Gestão da Criatividade e Inovação e mais de 12 anos de carreira em estratégias de negócios, marketing, customer success, gestão e internacionalização em empresas como Parque Tecnológico Itaipu, Resultados Digitais e Octadesk.