Episódio 4: Do sonho para a vida real

Eu sinceramente não sei dizer se foi só por aqui, mas certamente nosso julho teve mais de 31 dias! Que mês foi esse? Mais alguém aí com esse sentimento?

Na última vez que escrevemos por aqui estávamos fechando nosso 3º mês de B.done. Falamos dos nossos primeiros sinais de crescimento, primeiras contratações, o foco estratégico e a organização da casa: afinal, crescer estruturado é algo que priorizamos muito. Fomos do sonho para a vida real com tudo, experimentando novamente muitas emoções.

E na primeira semana do mês de julho até começamos a fazer uma listinha de coisas que queríamos contar, organizamos as informações… mas de repente um furacão passou por aqui e, ainda meio zonzas, vamos tentar trazer todas as novidades para compartilhar com vocês.

Comecemos pelo começo…

No episódio 3 falamos das nossas duas maiores prioridades estratégicas: a Inteligência de Dados, que na época contava do 12mil contatos e o nosso marketing, em processo de construção de audiência e a nossa autoridade digital. E obviamente por saber que esses são dois pilares super importantes, também estamos cientes que não serão resolvidos da noite para o dia… e ainda bem! Afinal de contas, parte da nossa diversão diária é justamente quebrar a cabeça para resolver tais desafios.

Finalizamos nossos 3 primeiros meses de “experiência” animadas com o que tínhamos conseguido aqui ali: base de clientes crescendo, case novo em tempo recorde no ar, time aumentando e nossa base de dados seguindo o mesmo ritmo. As projeções só traziam perspectivas positivas!

Até que… Os problemas não perguntam se você está preparado ou não.

Para começar, quando estávamos em um meio de um dos projetos, o cliente pediu um break do contrato. Opa, não contávamos com esse furo no caixa!

Mas ok, ainda estávamos animadas em ter um conteudista dedicado aos conteúdos para os nossos clientes, quando recebemos um email comunicando a sua saída para se dedicar a outras atividades.

E então, num determinado momento de alinhamento com a nossa agência de marketing sobre os conteúdos a serem publicados, percebemos que estávamos em momentos diferentes em relação aos nossos objetivos, maturidade e entendimento de para onde seria melhor seguir, e entendemos que não eramos os melhores clientes naquele ponto das nossas trajetórias.

Veja também:  Episódio 06: Consistência é a mãe do progresso

E quando olhamos para a nossa previsibilidade de vendas… notamos nosso pipeline vazio, nenhum deal no pipeline para suprir potenciais gaps. Quando nos demos contas que isso tudo aconteceu praticamente na mesma semana, olhamos uma para as outras (por videoconferência, claro, keep social distancing, guys!) falando: WTF?!

O que é curioso é que parece que de fato estávamos nesses 90 dias de experiência, ou de lua de mel com o empreendedorismo, e quando a bronca veio, veio de uma vez só!

E foi nesse mês que vimos algumas preocupações que não tínhamos experimentado, algumas insônias que ainda não tínhamos tido, alguns humores exaltados e muito coração aberto: sem dúvida, sermos honestas umas com as outras, compartilhar anseios e preocupações, deixar claro que as irritações e nervosismo não eram pessoais e sim sobre as situações foram fundamentais para ter a cabeça fria para encontrar novas saídas.

A importância de se ter um plano B.

Pipeline:

Com a quebra de contrato e pipeline vazio, tivemos como primeira força tarefa a prospecção de novos deals, afinal de contas, sem dinheiro no caixa a empresa não pára de pé. Foi quando, além dos nossos esforços regulares de networking, lançamos nosso Workshop de Outbound Canvas para agências. Com a definição melhor dos nossos serviços para Marcas e Agências, também vimos a geração de leads ser impactada. Aqui, alguns esforços como o famoso “grito no escritório” e a presença digital aumentou consideravelmente. O que nos resultou não apenas na venda do workshop, mas fechar 5 novos contratos dentro do mesmo mês.

worksho-canvas-outbound

Internalização do marketing:

Começamos com uma agência cuidando do conteúdo do blog e redes sociais, o que faz todo sentido, já tínhamos outra agência para cuidar da nossa performance. O que não contávamos é que com uma ideia ainda em formação e um negócios sendo colocado pra rodar, muitas das perguntas não conseguíamos responder, e o nosso briefing acabava não sendo claro.

Veja também:  Episódio 3: Crescer não é brincadeira

Sabe aquela frase “me ajuda a te ajudar?” Pois, nós não estávamos ajudando, e com isso acumulávamos retrabalho, replanejamentos e falta de constância. A solução foi trazer pra dentro de casa essa operação, para primeiro entendermos o que queremos comunicar, que conteúdos fazem sentido, e o que queremos ter como objetivo em marketing, branding e posicionamento. Ainda não temos as respostas, mas o processo de experimentação tem sido muito mais intenso.

Conteúdos de clientes:

Com o pipeline cheio e os 5 novos clientes a operação ficou muito mais intensa. Se antes tínhamos uma agenda justa, esse mês ela se viu elástica para dar conta da demanda. Com o fôlego que perdemos com a saída do conteudista, o marketing internalizou essa função. A parte positiva desse processo é que tivemos que estudar mais e entender melhor a realidade dos nossos clientes: o que tem sido fundamental para entender o mercado, as dores e as necessidades cada um deles, e claro, trazer mais insumos para os conteúdos que fazemos, gerando mais valor e engajamento.

A solução de um problema gera sempre outros (bons) problemas

Se o pipeline vazio foi algo que nos preocupou no começo de julho, finalizamos o mês no track do nosso planejamento: novas contas, novos membros na equipe e gerando mais valor para os nossos clientes, e um projeção de triplicar nosso faturamento em 60 dias.

Nesse processo foi importante definirmos algumas responsabilidades de operação interna para garantirmos foco na nossa estratégia sem deixar de lado uma operação de qualidade. Foi por isso que o nosso time foi incrementado por mais uma Analista de inteligência comercial, duas BDR’s (Business Development Representatives) com foco em gerenciar as contas dos nossos clientes e focar 100% na geração de negócio para eles e um desenvolvedor que está nos ajudando em facilitar a nossa manipulação de dados e uso mais inteligente dos mais de 30k contatos que fazem parte da nossa base.

Veja também:  Episódio 9: Resoluções de Ano Novo

Primeira reunião de time da B.done

Os próximos passos

Agosto (que já começou mais agitado do que nunca) promete boas novidades para contar por aqui no próximo mês. Mas para fazer um resumo, nossas maiores expectativas são:

  • Operação de Time: com tanta gente nova na equipe o desafio é colocar todo mundo na mesma página, não apenas em ritmo de entrega como em geração de valor para os nossos clientes e sincronização da equipe que segue remota e de diversas partes do Brasil e do mundo. Aqui temos um tempo de treinamento, rampeamento e avaliação de resultados para aperfeiçoar os processos (o PDCA nunca sai de moda, né?).
  • Social Media: com nossa geração de conteúdo por blog e conteúdo de newsletter em bom ritmo e cadência, nosso próximo passo vem na geração de conteúdos e redes sociais de forma constante e com geração de valor. Conteúdo é realmente uma preocupação porque sabemos da importância de construir um  excelente relacionamento de marca com nosso público.
  • Referência para marcas: como comentamos lá no Episódio 2, a B.done trabalha com 2 públicos principais: agências de marketing e empresas de mídia, e com marcas que buscam serviços criativos. E sabemos que para os criativos, temos criado relevância e aos poucos estamos conquistando nosso espaço como referência na geração de negócios. Nosso novo objetivo é criar – em paralelo – essa relevância para as marcas, sendo referência para encurtar os caminhos no que diz respeito a tempo e otimização de budget para ajudar os gerentes, heads, e diretores de marketing a encontrar os melhores parceiros de mídia, performance, assessoria de imprensa, branding e marketing.

O trabalho só aumenta (ainda bem). E assim vamos descobrindo novos jeitos de resolver velhos problemas, criando novos e entendendo o que funciona melhora para nós. A lua de mel com o empreendedorismo já acabou. A parte gostosa desse relacionamento começou agora: através de uma relação baseada na confiança, guarda baixa, empatia, pensar juntos sobre o problema e viver no dia-a-dia o significado da palavra parceira.

Até o mês que vem!

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Escrito por:

Débora Brauhardt
Débora Brauhardt
Especialista em Gestão da Criatividade e Inovação e mais de 12 anos de carreira em estratégias de negócios, marketing, customer success, gestão e internacionalização em empresas como Parque Tecnológico Itaipu, Resultados Digitais e Octadesk.