Episódio 9: Resoluções de Ano Novo

Foi dado o play em 2021, e muito embora já tenhamos muitos spoilers de que esse ainda será um ano turbulento, sobreviver – e viver – este novo ano exigirá de nós colocarmos a cabeça no lugar, lápis e papel na mão, arregaçar as mangas e ir para nossa luta diária.

Não preciso repetir como 2020 foi complexo, afinal, você também viveu isso na pele. E muito embora o ano novo sempre venha cheio de esperanças, energias renovadas e é o melhor momento para a “automotivação”, tenho a sensação que esse ano começou um pouquinho diferente. E não é para menos. Enquanto esperamos ansiosos pela vacina, os números de Coronavírus continuam crescendo em ritmo acelerado, no Brasil e no mundo.

Além disso, há a ameaça da mutação do vírus ainda mais transmissível no Reino Unido, o clima acalorado pós eleições nos Estados Unidos e que necessariamente impacta o mundo todo, e olhando aqui, no quintal de casa mesmo, o Brasil vai sofrendo cada vez mais com a falta de estabilidade em múltiplos âmbitos: político, econômico, social, na saúde…

Nossa Débora, mas você começou o ano desanimada?

Muito pelo contrário. Comecei determinada a olhar o que está ao meu alcance e o que pode ser feito para superar obstáculos e atuar nos planos A, B, C… E essa tem sido a “vibe” aqui na B.done. Acredito que apesar de 2020 ter sido atípico, também foi um ótimo ano para o exercício da minha resiliência. E mais que isso, me ajudou a pensar melhor e mais rápido quando o plano não sai como o esperado.

Aliás, sempre bom lembrar que a B.done nasceu no mesmo momento que começou a pandemia no Brasil, como já contamos aqui. O exercício de criar um plano e ver a avalanche vindo ladeira a baixo é digamos… nossa força motriz para arrancar com nossos planos.

E se é verdade o que Taleb diz em Antifrágil, dadas as probabilidades do que ainda está por vir, e da nossa força vinda do nosso histórico, vamos aproveitar as possibilidades que os cisnes negros podem causar:

“algumas coisas se beneficiam de choques; eles prosperam e crescem quando expostos à volatilidade, aleatoriedade, desordem e fatores estressantes e amam a aventura, o risco e a incerteza.”

Nosso ponto de partida em 2021

No último texto, a Cah contou sobre algumas conquistas e números de 2021. Dentre elas, algumas bem importantes para nós:

  • R$ 3,6mi transacionados entre agências em marcas: Se nascemos com o propósito de conectar marcas com agências de marketing e veículos de comunicação, esse é um indicador importante dessa conexão. Na prática, isso significa mais contratos para as agências, e para as marcas, novos parceiros para ajudá-los em um momento da nossa história onde o marketing está mais estratégico do que nunca.
  • R$ 18mi em propostas no pipeline para o primeiro trimestre em 2021: Complementando o ponto acima, esse número além de ser importante para cumprir com o objetivo da conexão entre marcas e agências, é também a representação e o aperfeiçoamento dos nossos processos operacionais, que comentamos lá no Episódio 6.
  • Dashboard de Inteligência comercial: Com mais de 17mil empresas cadastradas e processos de concorrência mapeados nos últimos 3 anos, essa ferramenta nos ajuda a ser mais inteligentes para ambos nossos públicos: agências podem abordar empresas num momento mais apropriado (próximo da troca de contrato) e marcas não se sentem saturadas com vendedor batendo na porta todo dia.
  • Time: Finalizamos o ano com mais duas contratações e uma promoção. Primeiro veio a Tati, que veio apoiar a Carol e a Day no processo de prospecção de marcas, como Business Development Representative. Também contratamos a Rafa, que começou já na primeira semana com a missão de estruturar um programa com agências parceiras. E por último, mas não menos importantes, a Glei, que era part-time no nosso time de construção de listas e vai assumir a outra metade do tempo apoiando nas ações de marketing.
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Nossas Resoluções de Ano Novo

Assim como na vida pessoal, resolução de ano novo (leia-se aqui PLANEJAMENTO) para a empresa é tentador. Sabe quando você faz aquela lista interminável: Ir na academia 5x por semana, estudar um novo idioma 3x na semana, perder 5 quilos, ler um livro por mês, acordar uma hora mais cedo, começar uma pós, etc, etc, etc? Assim como eu você também sabe que isso é furada, and babe… it’s not gonna happen.

Episódio 9: Resoluções de Ano Novo

Tudo isso porque, na hora de estruturar passos sólidos no nosso desenvolvimento pessoal, profissional ou da nossa empresa, o segredo de tudo é a priorização, acompanhada de uma boa dose de foco.

Ansiosas e mão na massa que somos por aqui, nossa vontade é fazer de tudo um pouco, começar novas frentes de negócio, contratar enlouquecidamente, fechar novos clientes, revolucionar o marketing… Mas nada disso é possível sem priorização, orquestrando os passinhos para dar velocidade e ritmo até as ideias tomarem corpo (e começarem a gerar resultados).

Prioridade #1 – Estruturação Marketing

Em 2020 tivemos uma grande virada de chave. Começamos o business com bastante foco nas agências, afinal de contas, era fundamental captar nossos primeiros clientes para começar os processos de prospecção, e claro, os primeiros negócios para eles. Nossa fala por aqui era na maioria das vezes para as agências, importante para nossos primeiros passos.

Mas depois de um tempo percebemos que tínhamos uma certa facilidade em gerar valor e conectar com essas agências. Nosso networking e background na indústria nos coloca nesse meio o tempo todo, já falamos a mesma língua, logo,  sintonia é muito grande.

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Entretanto, começamos a perceber uma necessidade maior em conectar com as marcas. Foi aí que mudamos um pouco o perfil dos nossos artigos, postagens nos Instagram, etc. Agora, chegou a hora de fazer isso de uma maneira estruturada, colocando em prática uma teoria muito importante que aprendi com meu amigo e mentor Gabriel Costa, co-fundador da Growth Leaders Academy: A metodologia ACF (a.k.a, Arroz Com Feijão).

Hoje o time está focado em análise de perfil, clientes dos nossos clientes, personas, e tantas outras análises importantes e tirando do papel um planejamento com objetivos claros, metas e consistência.

Prioridade #2 – Programa de Parcerias

Outra novidade para esse ano é a busca por parceiros que começamos a fazer. Temos nosso portfólio formado por cerca de 17 agências hoje, e se queremos crescer, poder oferecer mais opções para as marcas e também, dar vazão à leads que não são absorvidos por nossos clientes pelos mais inúmeros motivos.

Nesse sentido, já começamos a montar um pool de parceiros, onde agências de marketing, comunicação, veículos de mídia, etc, podem se cadastrar para receber leads extras que geramos aqui. Para saber mais sobre parcerias para agências, você pode começar um papo com a gente aqui.

 

Prioridade #3 – Divisão de Estratégia e Operação

Pelo nosso core business ser focado no processo de prospecção de marcas para agências – é natural que a gestão tenha um foco muito grande para que o processo fique cada vez mais eficiente, que o relacionamento com os nossos clientes seja próximo, dê segurança a eles, etc.

Entretanto, algumas coisas precisam ser separadas durante esse ano. No último ano tivemos bastante tempo para aprender o que pode funcionar melhor, ajustes que são necessários, ouvimos feedbacks de clientes, ex-clientes, etc. Agora, a equipe comercial precisa a criar mais independência (e o time tem assumido essa responsabilidade de forma comprometida e cheia de energia) e a gestão passa a ter um olhar mais estratégico.

Nesse sentido, será necessário olhar para novas formas de geração de receita, investimentos, indicadores da empresa e claro, garantir que estamos caminhando para a nossa visão de futuro, desenvolvendo o time para isso.

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Concluindo

Em linhas gerais, o plano é esse. Tentamos ser enxutas, mas precisas para apostar nas alavancas que mexerão os ponteiros mais importantes no nosso negócio.

Mas… e se tudo mudar? E se o apocalipse acontecer? Outra pandemia? Quem sabe o futuro?

Bom, eu amo cozinhar, então vou fazer um exemplo análogo. Imagine que a sua geladeira está vazia e você precisa ir ao supermercado e sua intenção é ter uma semana mais saudável. Você tem duas opções, fazer uma lista de compras com base em algumas receitas para a semana, ou você pode ir no freestyle, e comprar o que der na telha. “Lá eu vejo”.

Tenho certeza que você não vai passar fome em nenhuma das duas opções. Mas se decidir ir sem a lista você tem mais chances de gastar mais, comprar coisas que não precisa, deixar comida estragar na geladeira, errar feio para menos e precisar ir de novo na mesma semana, comprar mais “porcarias” ou ainda, comprar um monte de coisa que não combina entre si.

Já com a lista em mãos você pode calcular mais ou menos o quanto de comida por refeição, ter uma alimentação mais equilibrada (a gente não gosta de escrever na lista que quer comprar chocolate e bolacha recheada, mas sempre coloca uma frutinha ou outra, porque o hábito de escrever nos faz mais conscientes, já reparou?), fazer marmitas para economizar tempo na semana, etc.

Pode ser que mil coisas aconteçam na sua semana. Talvez você precise congelar comida, talvez você precise mudar o prato, ou ainda, não tenha tempo para cozinhar tudo o que se programou. Mas certamente você tem mais chances de chegar mais próxima do seu objetivo, afinal, comer comida feita em casa 3x na semana é melhor que nenhuma.

Pessoalmente, estou sim de coraçãozinho aflito com a milhares de possibilidades catastróficas (ou não) que esse ano pode tomar. Mas também estou preparada para colher os bons frutos do que estamos plantando diariamente.

Nosso planejamento em mão nos dá a segurança da nossa lista de compras baseada no “menu” da semana. Algo sempre pode mudar, mas sem ele, tudo ficaria muito mais difícil.

Te vejo no próximo episódio?

A B.done conecta marcas com agências e veículos de mídia para transformar e criar novas e incríveis experiências com o mercado e otimizar seus resultados de marketing e de negócios. Quer saber como a sua marca pode conhecer o seu próximo parceiro de marketing? Entra em contato com a gente aqui.

 

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Escrito por:

Débora Brauhardt
Débora Brauhardt
Especialista em Gestão da Criatividade e Inovação e mais de 12 anos de carreira em estratégias de negócios, marketing, customer success, gestão e internacionalização em empresas como Parque Tecnológico Itaipu, Resultados Digitais e Octadesk.