Influenciadores digitais e a utilização dessa mídia como decisões de consumo

Influenciadores digitais estão presentes nas estratégias de muitas marcas como uma forma de conexão com o público. Mas essas ações precisam ter planejamentos e estratégias bem definidas. É necessário observar vários pontos do perfil do influenciador e até mesmo dos objetivos da marca com essa forma de comunicação.

Você vai conferir nesse post algumas formas de criar estratégias com influenciadores que sejam, de fato, efetivas para a sua comunicação de marca nas redes sociais.

Influenciadores digitais

A utilização do engajamento de influenciadores por marcas é muito antiga, desde os primórdios da internet com os blogs. Existiam muitos blogs que criavam conteúdos patrocinados em seus sites em troca de pagamentos por marcas.

Hoje, com a utilização em massa de redes como Instagram e TikTok, o trabalho de influenciador digital se tornou ainda mais comum. Observamos muitas pessoas que têm nessas ferramentas uma fonte de renda e de trabalho. 

Dentre os influenciadores digitais, temos pessoas de vários nichos – e esse é o primeiro ponto para ser observado quando fazemos uma campanha. Não podemos pensar que só os números de seguidores são importantes. Influenciadores com muitos seguidores podem não ter o efeito desejado em uma ação publicitária pelo fato do público não consumir ou não engajar com determinado tipo de produto.

Compra de seguidores

Quando falamos de influenciadores digitais, estamos falando da profissão mais desejada nos últimos tempos segundo um artigo da Startup Blog. Pelo glamour passado em muitos posts – que, às vezes, fogem da realidade – essa profissão virou a “queridinha” por muitas pessoas.

Porém, como o próprio nome já diz, influenciadores influenciam uma parcela de pessoas com suas opiniões pessoais, gostos e estilo. O número de seguidores e o público fiel aos seus comentários se constrói com o tempo. A ansiedade de ser uma personalidade reconhecida faz com que muitos influenciadores iniciantes comprem seguidores para manter números altos no perfil do Instagram. E isso não é nada bom para marcas que topam fazer ações nesses perfis.

Comprar seguidores é usar uma audiência inexistente. É maquiar os números sem, de fato, ter um resultado. Por ainda ser muito novo, e não ter o entendimento de como funciona, muitas marcas fazem campanhas que não dão retorno algum. A frustração de campanhas sem resultados com influenciadores é muito comum na maioria das marcas.

 

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Mídia Kit e como analisar se o influenciador pode ser relevante para a campanha

O primeiro passo para escolher um influenciador para uma campanha é seguí-lo e acompanhar o dia a dia e lifestyle que ele posta. Analisar se condiz com o que a marca prega e se tem engajamento nas publicações.

Se tudo isso fizer sentido para a marca, entra a análise de mídia kit. O mídia kit é uma apresentação feita por muitos influenciadores que é quase como um portfólio. Nesse documento constam informações de números de ações passadas, retornos e como funciona o engajamento dos seguidores com as publicações feitas.

É importante analisar esses números para conseguir projetar metas para a campanha e medir o ROI dessa ação. Afinal, como toda ação de marketing, é esperado um retorno sobre o resultado esperado. E esse resultado nem sempre é conversão. Pode ser awareness, relevância de marca, tornar a marca mais conhecida no mercado, entre outros.

Decisores de consumo e cocriação

A parte positiva de uma ação com influenciadores é que eles são responsáveis por muitas decisões de compra. Os influenciadores possuem um retorno sobre o investimento 11 vezes maior do que em campanhas de marketing tradicional. Isso acontece porque 61% dos consumidores atuais vão até as redes sociais buscar informações e opiniões sobre um produto.

Em uma pesquisa realizada pela agência Whalar afirmou que os influenciadores são 277% mais emocionalmente mais intensos do que os comerciais de TV. E 87% são mais memoráveis, quando as pessoas se interessam muito mais quando veem uma divulgação de influenciador do que um comercial na TV.

Ainda falando de dados, 92% dos consumidores confiam mais nos influenciadores do que em propagandas com celebridades que não são nativas digitais. Sendo assim, essa estratégia pode trazer benefícios para as marcas, desde que seja um conteúdo cocriado e natural do influenciador.

Muitas marcas erram em criar roteiros e tentar fazer na rede social o que é feito em comerciais de TV, mas não funciona dessa forma. Co-criar o conteúdo com o influenciador é a grande chave de ter algo natural, inserido de uma forma orgânica no dia a dia dele. Assim, sua audiência tem mais aderência com aquela publicidade e, logo, ela fica mais relevante.

Conar e a sinalização do “publi”

E por último, mas não menos importante, falamos sobre o lado “legal” dessas ações. Muitas marcas fazem publicidade com influenciadores sem sinalizar que aquele era um conteúdo pago. O Conar, Conselho Nacional de Autorregulamentação Publicitária, tem como função fiscalizar a publicidade no Brasil e, para eles, é de extrema importância sinalizar que esse conteúdo se trata de uma publicidade.

Em 2020, o Conar lançou um guia de publicidade para influenciadores digitais, que pode ser acessado aqui. Esse guia contém tudo o que pode e não pode fazer na hora de criar uma publicidade para as redes sociais entre marcas e influenciadores.

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