Jornada do colaborador e a sua importância para a estratégia da marca

É comum ver por aí marcas com discursos bonitos e belas postagens nas redes sociais. O envio de pequenos brindes e “mimos” aos consumidores, com direito a cartinhas escritas à mão e tudo mais, não são raras e rendem um bom buzz com direito à tags e arrobas marcadas na internet.

Mas quando você vê uma marca fazendo bonito em suas ações online e offline, você já parou para pensar sobre como é o dia-a-dia dentro dessa empresa?

Se você é uma pessoa conectada, certamente já ouviu rumores de muitas empresas que são legais com os consumidores, mas com os colaboradores não era a mesma coisa, e, como já diria a minha vó… “por cima laços e rendas, por baixo Deus nos defenda”. Era a frase que ela usava para dizer quando algo só tinha boa aparência, mas na sua estrutura ou essência estava completamente estragado.

Só que como você sabe, as coisas mudaram muito (felizmente), e as marcas passaram a se preocupar muito mais com a experiência dos seus colaboradores. Uma marca humanizada, por exemplo, é aquela que também cuida de quem faz a empresa crescer: o seu time.

Por isso, endomarketing e jornada do colaborador passaram a ocupar um espaço cada vez maior nos times de marketing, e claro, a fazer parte da construção do branding das empresas.

E para entender melhor como isso está cada vez mais conectado, nossa conversa de hoje é com a Claudia Zanuzo, da agência DueCom, parceira da B.done e especialista no tema. Vem conferir com a gente!

B.done: Claudia, pra começar, o que é a jornada do colaborador e como ela está conectada com as estratégias de marketing e branding de uma empresa?

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Claudia: A Jornada do Colaborador é a sistematização da experiência que cada profissional tem com seu trabalho e que gera sua percepção de satisfação ou insatisfação de pertencer àquela organização. São todos os pontos de contato com a marca empregadora, que começa na seleção, passa pela contratação, onboarding e dia a dia no trabalho, até o outboarding.

B.done: Com a pandemia, muitas empresas mudaram para o modelo home-office, ou ao menos para o modelo híbrido de trabalho. Como a jornada do colaborador se faz ainda mais necessária nesse cenário?

Claudia: A jornada pode ser representada em uma plataforma, que são ambientes digitais onde ocorrem as interações, conexões, comunicação interna e sondagens da satisfação. A partir do momento que a tecnologia e o ambiente digital aproximam as pessoas, independente de sua localização física, o conceito de jornada do colaborador é fundamental para o engajamento dos indivíduos e dos times.

B.done: Principalmente nas empresas que buscam inovação e otimização da lucratividade, a “empresabilidade” (termo ainda pouco difundido, mas que se refere a quanto a empresa sustenta valores e propósitos diferenciados para atrair parceiros, clientes e colaboradores), vem sendo cada vez mais um ponto de atenção. Como você vê que empresas que se preocupam com a experiência dos seus clientes internos se diferenciam em sua competitividade?

Claudia: Elas estarão a u passo a frente no entendimento e na satisfação de seus colaboradores. A jornada ajuda a endereçar engajamento de forma constante, sem depender de estímulos pontuais como campanhas e ativações. É uma nova lógica de centralidade nas pessoas e na humanização do relacionamento da empresa com seus empregados.

B.done: Quais os casos de sucesso que a Duecom tem presenciado e ajudado a executar quando o tema é Jornada do Colaborador? Como esses projetos têm sido importantes para essas marcas?

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Claudia: Criamos uma plataforma completa que se chama coex, mas que ainda não foi contratada por nenhuma empresa de forma completa. Ela é composta por quatro ciclos. Somente o ciclo do re-onboarding, por conta da pandemia foi vendido, para uma empresa que desejou medir a reação dos seus colaboradores às mudanças provocadas pela pandemia e assim desenhar planos de ação de acordo com a escuta dessas dores internas.

Independente da plataforma, a agência trabalha engajamento em várias ações de comunicação e relacionamento com o público interno, como Programas de trainee, campanhas de voluntariado corporativo etc. E reforça o Propósito, a Missão, a Visão e os Valores da marca nos conteúdos organizacionais. Outra iniciativa bem interessante são Programas de Reconhecimento que valorizam as conquistas e destacam os colaboradores como protagonistas das ações.

B.done: O que você vê como tendência para as empresas no quesito comunicação interna e endomarketing? E o que não dá mais para esperar e que você vê que muita empresa ainda não está preparada?

A tendência já presente é ouvir o colaborador para integrá-lo na estratégia de comunicação interna e desenhar soluções aderentes às suas necessidades. Outras tendências são: descentralização na produção de conteúdo, gestão de comunidades e redes de influenciadores internos.

A Comunicação Interna deve ter estratégia própria, a serviço dos objetivos do negócio. Mas para isso, tem que investir em relacionamento e conexão. O que não dá mais para esperar é trabalhar sem recursos, não inovar, não usar novas tecnologias e profissionais capacitados, em times internos ou prestadores de serviços, como as agências.

B.done: Para quem nunca fez nenhum projeto de endomarketing e comunicação interna, qual o melhor caminho para começar?

Entender do negócio da empresa, conhecer o público interno, definir as personas, desenhar um planejamento estratégico de longo prazo com quick wins intermediários, práticos e que demonstrem que algo já está sendo feito. Ter a liderança como aliada e promotora de toda essa conexão. Enfim, começar com as bases para construir cultura de comunicação!

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Quer saber mais sobre o tema? Recentemente a Duecom lançou o Ebook – Impacto CI e Experiência do Colaborador (duecom.com.br). Vale a pena dar uma olhada!

E se quiser saber como contratar a Duecom e outras agências para te ajudar nesse e em outros desafios de marketing, a B.done te dá uma mãozinha (sem custo!). Basta entrar em contato com a gente aqui para saber mais.

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