Como o agromarketing vem apoiando marcas do agronegócio

O mercado agro é um gigante na economia, e apesar da sua potência e impacto, passa por acelerados avanços em diferentes frentes. Investir ainda mais em qualificações, recursos tecnológicos e expandir o olhar para além de todo enredo que trabalha para alimentar o mundo se tornou indispensável. 

É nesse contexto,  que a comunicação, o marketing e o relacionamento se transformaram em um importante campo a ser explorado, dando espaço para o agromarketing, que surge com o objetivo de dar mais valor ao agronegócio. Ajudando o setor a se comunicar melhor e estreitando a distância entre o consumidor final e as marcas que compõem o amplo ecossistema de produção de alimentos.

Para entender melhor como o mercado agro vem se comportando diante de tantos avanços e como o agromarketing vem contribuindo de forma singular para apoiar as marcas desse segmento, conversamos com o Sr. Onofre Ribeiro que é Jornalista, Analista Político, Palestrante e Professor; e também o Tiago Ribeiro, Publicitário e CEO na Carandá Digital – Agência especialista em apoiar marcas do segmento agro. O resultado foi essa super entrevista na sequência. 

 

B.done: Além de ser já ser considerado uma das maiores potências do país, o mercado agro se mantém em constante desenvolvimento. De acordo com suas percepções, quais as  principais mudanças que o comportamento do mercado agro sofreu diante do avanço no setor?

Sr. Onofre: No início da década de 1990 o mercado agro era: agribusiness, uma agricultura que considerava larga escala e pouco recursos de tecnologia. Na medida que a internet foi surgindo e ampliando o conhecimento, a agricultura passou a contar com mais escala e com o recurso da tecnologia, o que proporcionou mais qualidade nas sementes, defensivos, laboratórios e cuidados mais específicos a cada produção. Neste contexto também, os financiamentos para produção foram mais facilitados, o que foi mais um insumo para a produção em maior escala, com cada vez mais qualidade e com mais facilidade para exportações, dando início a agroindustrialização, muito concentrada na região centro oeste do país.

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B.done: O mercado agro não é mais o mesmo, as mudanças climáticas, o avanço de tecnologias e o momento pós pandemia, vem construindo um novo cenário no agronegócio. O que o Sr. enxerga como desafios e oportunidades decorrentes de tantos avanços?

Sr. Onofre: A pandemia trouxe as pessoas para dentro de si, recuperou em cada um o conceito de família. Neste contexto, estamos vivendo um mundo atual onde as pessoas estão mais exigentes, principalmente com a alimentação, que sai do fast food, da comida rápida para um comida mais humanizada e apresentada também de uma maneira diferente, o que eleva ainda mais o nível de exigência para as marcas que apoiam a produção. 

O mercado externo também se encontra mais exigente e espera mais do que um alimento com qualidade, espera também por um produto rastreado e que tem sua produção dentro das atribuições ESG (Ambiental, Social e Governança). Além disso, a pandemia mostrou ao mundo importantes duas produções: tecnologia e alimentos, o Brasil por sua vez, já provou ser especialista em produção de alimentos, colocando o mercado agro em um cenário cada vez mais exigente. Nesse contexto, o maior desafio que o mercado agro sofre internamente é a falta de recursos humanos com qualificação e a logística, que ainda tem um custo muito alto até a chegada nos portos. 

B.done: Como está a percepção do mercado do agro em relação aos investimentos dentro do marketing digital e comunicação. 

Tiago: O setor está amadurecendo mais a cada dia. Tradicionalmente ele se comunica de forma reativa. Os investimentos em comunicação costumam não acompanhar o mesmo ritmo das outras frentes do negócio. O produtor e as empresas olham mais da porteira pra dentro, quando na verdade precisam dar mais atenção da porteira para fora. Isso pode ser um trunfo para quem deseja sair do meio comum. Em mercado de commodities com todo mundo querendo mostrar valor, saber se comunicar bem é um baita diferencial. 

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B.done: Aprendizados nesse mercado, o que você aprendeu desenvolvendo estratégias para esse mercado? 

Tiago: Atuando há quase 10 anos com agromarketing eu aprendi que se você não souber a linguagem do produtor a estratégia não funciona. O agro tem uma barreira de entrada, que apenas quem resolveu problemas de comunicação do setor entende. As pessoas de fora do agro perderam a conexão com o campo e não conseguem entender a origem dos produtos que encontram no mercado. Aí quem faz a comunicação para o agro coloca o setor como heróis ou pop. Grande erro porque ninguém ajuda o super-herói. É preciso humanizar, mostrar o impacto do setor no dia a dia e contar o legado. No fim das contas estamos falando de educação para vender mais e encurtar distâncias entre a sociedade e setor.  

B.done: E o que você enxerga de oportunidades para esse mercado, se desenvolver, se comunicar melhor, aproveitar melhor a comunicação? 

 Tiago: Em um setor tão competitivo, complexo e interligado os detalhes importam. Eu estou falando de medir a eficiência do que se faz em marketing, colocando tecnologia e análise de dados. O tradicional todo mundo faz, é um oceano vermelho. Já no ambiente digital, o empresário sabe que é importante, mas não investe porque tem medo do novo ou não enxerga benefício prático. É compreensível porque quem atua no agro lida com muitos riscos que não consegue controlar. Por outro lado, esse é um caminho sem volta, pois o que vai garantir a longevidade em qualquer negócio é a eficiência e inovação, que obrigatoriamente passa pelo marketing digital e vendas. Combinados, eles criam uma grande vantagem competitiva. Quem entender e aplicar primeiro vai vender mais e melhor. 

 

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